PANOCRU

…polvilhado de letras

  • Tear de bordados…

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Guia sem Norte

Posted by panocru em Novembro 10, 2006

Segui-te sempre por todo o lado,

Em todas as direcções que me apontaste

Sentia o teu eco e lá ía eu

Em passos calados tomando o teu rumo.

Escolheste os meus caminhos

Levaste-me onde nunca pensei que chegaria

E até mesmo a lugares onde nunca quis chegar

Mas fui sempre onde o coração me levou.

 

Meu guia sem Norte !

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Uma nuvem na palma da mão

Posted by panocru em Outubro 20, 2006

Tirei uma nuvem do céu

E fechei-a na palma da minha mão.

Dei-lhe várias formas

Mas nenhuma me fazia sorrir.

Até que decidi transformá-la numa borboleta

De asas grandes e coloridas.

Esvoaçou contente e

Acariciou o meu rosto

Em forma de agradecimento.

Soltei um sorriso.

Prometeu que ficaria sempre por perto

Para brindarmos este momento mágico!!

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As lágrimas do arlequim

Posted by panocru em Outubro 16, 2006

Parece que o espectáculo acabou

O pano caiu pesado no palco

Despiram-se os véus de seda e cetim

Sacudiu-se a purpurina

E só ficaram as lágrimas do arlequim

Continua tudo assim…tão pouco iluminado.

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Coroas de Sol

Posted by panocru em Outubro 5, 2006

Volto sempre a casa como em todos os regressos.

Limpo as armas e guardo as balas para outro campo de batalha.

Desmonto todas as estratégias e guardo a perspicácia

no abstracto do pensamento.

Sinto o peso da armadura que me defendeu dos golpes

e respiro profundamente antes de a despir.

Os ventos de paz sopram e levam a minha ira, a minha angústia,

mas não arrancam a minha derrota.

Fico à espera do sol.

Sei que me virá coroar uma vez mais.

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À espera do tempo

Posted by panocru em Outubro 3, 2006

Há momentos decisivos

Em que nada podemos fazer

Apenas esperar que o tempo

Nos traga uma notícia

Esperar que o futuro chegue

A qualquer minuto

E que chegue a sorrir !

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Pele de mel

Posted by panocru em Setembro 22, 2006

Pingos de mel no meu pano lavado e ousado

E deslumbrado por ti.

A cor do teu mel na minha pele fica

bem só por si.

Pele de mel na minha pele…

E é assim !

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Ondas de Vida

Posted by panocru em Setembro 21, 2006

Mergulho no tempo e navego pelos anos, passo pelos dias e horas e vou observando as correntes. Vejo as embarcações que se atravessaram no meu oceano. Algumas afundaram, outras desapareceram na linha do horizonte.Resgato os sentimentos naufragados e liberto-os das profundezas do mar de raivas e tristezas.

Aproveito o rebentar das ondas para me enfeitar com grinaldas de espuma e lanço a

rede em busca de paz.Ao longe brilham os castelos de areia que se erguem do nada.E eu sigo o brilho das estrelas deixando-me levar ao sabor das ondas de vida.  

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Disciplinas obrigatórias

Posted by panocru em Setembro 14, 2006

 

Esses clichés do tipo, a vida é para ser vivida, afogar as mágoas e carpe diem deveriam ser lemas e ensinados numa disciplina tipo Religião e Moral.

Claro que o nome deveria mudar para, por exemplo, Satisfação e Alto Astral

ou outro qualquer que rimasse ou não.

E seria disciplina obrigatória, para nos obrigar a ser felizes por aqui.

Já se inscreveram ? 

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A idade dos porquês

Posted by panocru em Setembro 12, 2006

Acho que esta será sempre a minha idade. Gosto de saber o porquê das coisas. Saber porque é que acontecem. Às vezes nem há grandes explicações, mas há sempre alguma razão. Algo que satisfaça a minha inquietação perante algo que não percebo. E até nem preciso concordar. Gosto mesmo é de perceber o que se passa à minha volta. A parte de concordar ou não com as razões ou explicações dos outros, fica para analisar depois. Serão concerteza razões válidas para quem as pratica. Acho que este é um dos bons princípios de entendimento entre as pessoas. Perceber para poder julgar.

E porque será que sou assim ?

Porque tenho esta idade!!

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Problema de expressão

Posted by panocru em Setembro 8, 2006

Nem sempre uma expressão implica uma palavra.

Um gesto, um sorriso e até uma lágrima são formas de expressão.

“Só pra dizer que te Amo,
Nem sempre encontro o melhor termo,
Nem sempre escolho o melhor modo.
Devia ser como no cinema,
A língua inglesa fica sempre bem
E nunca atraiçoa ninguém.

O teu mundo está tão perto do meu
E o que digo está tão longe,
Como o mar está do céu.

Só pra dizer que te Amo
Não sei porquê este embaraço
Que mais parece que só te estimo.

E até nos momentos em que digo que não quero
E o que sinto por ti são coisas confusas
E até parece que estou a mentir,
As palavras custam a sair,
Não digo o que estou a sentir,
Digo o contrário do que estou a sentir.

O teu mundo está tão perto do meu
E o que digo está tão longe,
Como o mar está do céu.

E é tão difícil dizer amor,
É bem melhor dizê-lo a cantar.
Por isso esta noite, fiz esta canção,
Para resolver o meu problema de expressão,
Pra ficar mais perto, bem mais de perto.
Ficar mais perto, bem mais de perto.”

E eu até nem sei cantar.

Que fale a minha vida por mim!

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